quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Resoluções




Não tem jeito! O hábito de levantar diariamente às cinco horas da manhã não me larga nem nos finais de semana ou nas férias. Posso não ter nenhuma obrigação para cumprir no dia e mesmo assim por volta das seis horas da manhã já estou de olhos bem abertos. Então ligo o rádio, fico ouvindo as notícias do início da manhã e continuo deitado por mais algum tempo curtindo uma preguiça muito gostosa.

Foi o que fiz no sábado de carnaval e achei muito engraçado ouvir uma repórter dizer que muitas pessoas estavam na beira da praia esperando pelo pôr do sol. Se o sol nem havia nascido, imagina quanto tempo elas iriam ficar lá até ele se pôr.

Sei que isso não atesta nada contra a profissional de comunicação. Falar ao vivo é algo bem complicado. É fácil nos atrapalharmos com as palavras.

O legal é que o programa era embalado por músicas cantadas pela Clara Nunes, a Clara Guerreira. A ótima intérprete que faleceu no ano de 1983 por complicações ocorridas durante uma cirurgia para retirar varizes da perna. Ela estava no auge e tinha só 40 anos. Uma pena.

Ao ouvir que " ... o mar serenou quando ela pisou na areia, quem samba na beira do mar é sereia ..." voltei no tempo, para época em que curtia muito esta música.

Lá pelas sete e meia, sem conseguir mais me "ajeitar" na cama, me arrumei, chamei minha esposa e junto com ela fui tomar o nosso tradicional café da manhã de sábado em uma padaria. Nada light. Uma chícara de café com leite acompanhando um prensado de presunto, queijo e ovo frito.

Sei que isso não ajuda tornar realidade uma das resoluções que tomei no final do ano — e também nas últimas viradas de ano — que é emagrecer. Dificulta obter sucesso no meu objetivo mas é muito bom.

Outra resolução importante que tomei foi a de ler bem mais em 2018. Felizmente esta estou conseguindo cumprir. No momento leio o 3º livro do ano. Posso afirmar que redescobri o prazer de ler.

Tomara que continue assim. Mais tempo perto dos livros e longe do computador, da internet e das redes sociais. Se conseguir isso, terei realizado uma grande coisa. Se emagrecer junto, será melhor ainda.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

É quase um sacrilégio




Hoje pela manhã a Praia de Ipanema estava espetacular. Falo de caminhar pelo calçadão, pois a poluição da água não permite banhos no local. Pelo menos para quem tem bom senso. Apesar disso, está cada vez mais comum ver pessoas pescando no Guaíba. Nesta amanhã um casal aproveitava a gostosa sombra das árvores enquanto esperava seus caniços fisgarem alguma coisa. Provavelmente a pesca era um pretexto para curtirem bons momentos na beira do lago. Não acredito no sucesso de pescarias que são feitas ali. Na verdade até teria receio de consumir estes peixes, ainda mais que não gosto de peixe mesmo. Seja qual for a prodedência dele.

Uma das curiosidades da caminhada desta manhã é que encontrei o ex-candidato a prefeito, Sebastião Melo. "Tava" lá, bem a vontade com seu chapéu de palha. Não pude deixar de pensar em como estaria Porto Alegre se ele tivesse vencido a eleição. Será que a capital gaúcha estaria menos abandonada e esculhambada? Não sei. Só sei é que o clima desta manhã estava realmente muito agradável. O vento fraco, a temperatura amena e o sol convidavam para uma boa caminhada. O pior é que fazia um bom tempo que não andava por ali e, para quem mora relativamente perto de Ipanema, isto é quase um sacrilégio.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tudo muito rápido



Praia de Tramandaí, RS

O vento soprou forte. Os trovões fizeram muito barulho anunciando a chuva que não demorou a chegar. Tudo aconteceu numa velocidade muito grande e tudo também rapidamente terminou. Levou apenas alguns minutos para o vento, os trovões e a chuva passarem. Aos poucos as nuvens começaram a dissipar-se. O sol reapareceu e dois arcos-íris brilharam no céu da Praia de Tramandaí. 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Um bom conselheiro




Sempre acreditei que devia pensar muito antes de tomar uma decisão. Cada passo deveria ser bem avaliado. Até que minha vida pareceu estacionar. Foi então que parei de planejar parte do rumo que devia seguir. Decidi dar lugar para o aleatório. Comecei a percorrer trajetórias que não conhecia totalmente. Algumas vezes entrei em labirintos difíceis de sair. Em outras descobri soluções e caminhos que jamais encontraria de outra forma. Aprendi que o acaso também pode ser um bom conselheiro.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Sem marcas de pegadas



Praia do Cardoso, Laguna, Santa Catarina

O verão está bombando. Um dia mais quente que o outro. Embora a previsão do tempo afirme que a temperatura vai cair nos próximos dias, continuo a contagem regressiva. Está chegando o dia de eu ir para o litoral. Penso nas agradáveis caminhadas na beira da praia, no momento em que o sol está nascendo e o mar parece acordar. É muito bom passear pela areia ainda intocada, sem marcas de pegadas.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

É muito bom



Praia de Tamandaí, RS

No verão é muito bom começar o dia caminhando à beira mar, principalmente ao lado de uma companhia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A flor de Dona Cecília




O sol do meio dia estava escaldante. Eu já caminhava há bastante tempo quando parei para tirar a foto de algumas flores que enfeitavam uma calçada.

Uma senhora, aparentando cerca de 80 anos, que estava no jardim da casa em frente ao canteiro, falou:

— Não é uma beleza. Fui em que plantou.

Eu concordei e ela se aproximou.

Disse que seu nome era Cecília, me mostrou o jardim que cuidava e durante quase meia hora não parou de falar. Sabia a história de cada plantinha que estava ali.

Eu sentia meu cérebro ferver embaixo do forte sol, porém não tive coragem de interrompê-la. Acho que fazia muito tempo que ninguém lhe dava ouvidos.

No final da conversa senti que havia fritado alguns neurônios, mas valeu a pena. Este pequeno sacrifício fez uma velha senhora sorrir com bastante alegria.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Quente e tranquila Porto Alegre



Praia de Tramandaí, RS

Sempre gostei de ir para as praias do litoral gaúcho durante o verão. Não conseguia imaginar minha vida passando os finais de semanas, sempre muito quentes, em Porto Alegre. Não importava os grandes engarrafamentos que enfrentava nas estradas. Tanto na ida, como na volta. O que valia era curtir o sábado e o domingo junto ao mar. O tempo passou, as multidões na praia aumentaram e minha vontade de sair da capital gaúcha nos finais de semana do verão diminuiu. Efeito da idade? — Pode ser. Hoje prefiro ficar na quente e tranquila Porto Alegre desta época do ano.