segunda-feira, 5 de março de 2018

La Paloma



Apesar de ser um destino muito procurado, nós apenas dormimos em La Paloma. Dizem que o nome do balneário foi colocado por antigos navegantes que viam de dentro do mar a silueta de uma pomba (paloma) na beira da praia.

Não observamos isso, apenas conhecemos o centro da pequena localidade durante uma saída à noite. A principal avenida é a Solari. É nela que se encontram as lojas, bares e restaurantes  mais importantes. Tem até um pequeno cassino do Governo do Uruguai.

A casa onde paramos para dormir ficava fora do agito. Praticamente numa zona rural. As ruas eram de terra. Não havia luzes nos postes. À noite tudo ficava muito escuro. As poucas pessoas que saíam a pé obrigatoriamente utilizavam fortes lanternas.

Pensei em praias do Rio Grande do Sul, como Cidreira e Tramandaí. Imaginei o tamanho da gritaria devido as ruas sem calçadas, pavimentação e iluminação.

Lá o estilo de vida parece ser outro. Menos agitado e um bocado rústico. O lugar era bem isolado. Ao acordar se ouvia apenas os pássaros e levemente o barulho do mar.

Muitas casas eram semelhantes a esta da foto. Cercada por árvores, o telhado feito com um material parecido com feno. Os mais novos tinham este tom esverdeado, os mais antigos eram cinza. Praticamente todas com chaminé. O inverno deve ser muito difícil por lá sem o fogo amigo de uma lareira.

Lamentei não ter conhecido as praias de La Paloma, mas gostei bastante da experiência que tive por lá.

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